1941-2011: 70 anos de publicação do livro Paulo e Estevão – 2ª parte: Gamaliel




Saulo, adolescente ainda, seguiu para Jerusalém, onde se tornou discípulo do grande Gamaliel, no Templo de Salomão, preparando-se para ser um devoto rabino.

Ele mesmo nos fala de Gamaliel, ao se defender perante a multidão de judeus em Jerusalém:
“- Sou judeu, nascido em Tarso, da Cilícia, mas educado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel na exata observância da leis de nossos pais; estava cheio de zelo por Deus como o estais vós outros no dia de hoje.” (Atos,22:3 e seg.)
Gamaliel, que Emmanuel nos descreve como um sacerdote fariseu tolerante e pacífico, era filho de Hillel, o grande rabi que foi em parte contemporâneo de Cristo (70 a.C. a 10 d.C.).

Hillel é o Espírito convocado por Jesus para fazer parte da implantação do Evangelho na Terra do Cruzeiro, como podemos ler no livro “Brasil, coração do Mundo, Pátria do Evangelho”.

A partir de Hillel, os rabis passaram a desempenhar as tarefas antes atribuídas aos escribas.

1941-2011: 70 anos de publicação do livro Paulo e Estevão – 1ª parte: Saulo, de Tarso




O Apóstolo dos Gentios nasceu em Tarso, na Ásia Menor, onde atualmente está a Turquia. Era uma cidade grande, com mais de 200 mil habitantes, por onde passava uma estrada que a ligava ao que hoje é a Europa. Tarso, a capital da província romana da Cilícia, era predominantemente grega e um dos mais efervescentes centros de cultura do mundo helênico, chegando a rivalizar com Atenas. Era uma cidade cosmopolita. Abrigava um porto fluvial movimentado e se impunha como um importante pólo comercial. Suas ruas estreitas viviam apinhadas de gente e suas casas abrigavam povos de várias regiões: egípcios, bretões, gauleses, núbios e sírios – além dos judeus (como a família de Saulo), que na época já haviam se assentado em várias cidades do império.
O ano exato do nascimento de Saulo, bem como a data dos principais acontecimentos de sua vida, sempre foram motivo de muita controvérsia. Muitos historiadores afirmam que ele nasceu entre os anos 6 e 10 da nossa Era; outros supõem que ele tenha nascido por volta do ano 5.
Essa questão foi esclarecida por Emmanuel, no romance Paulo e Estevão, no capítulo IV:
“Estamos na velha Jerusalém, numa clara manhã do ano 35.”

A vida





Autor: Madre Teresa de Calcutá


A vida é uma oportunidade, aproveita-a. 

A vida é beleza, admira-a.

A vida é beatificação, saboreia-a.

A vida é sonho, torna-o realidade.

A vida é um desafio, enfrenta-o.

A vida é um dever, cumpre-o. 

A vida é um jogo, joga-o. 

A vida é preciosa, cuida-a. 

A vida é riqueza, conserva-a. 

A vida é amor, goza-a. 

A vida é um mistério, desvela-o.

A vida é promessa, cumpre-a.

A vida é tristeza, supera-a.

A vida é um hino, canta-o.

A vida é um combate, aceita-o.

A vida é tragédia, domina-a.

A vida é aventura, afronta-a.

A vida é felicidade, merece-a.

A vida é a VIDA, defende-a.

Convocação - Mensagem de Bezerra de Menezes em Julho/2011


Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.

Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.

Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.

Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.

Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.

Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante .

A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.

Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação.

Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.

Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.

Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.

A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.

Que nos importem os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações...

Mensagem de Bezerra de Menezes em 26/08/1999

Amigos, segue uma mensagem do espírito Bezerra de Menezes através da Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na palestra "A Velhice e o Triunfo da Vida", proferida no Grupo Espírita André Luiz - Rio de Janeiro/RJ em 26 de Agosto de 1999.



OS QUINHENTOS DA GALILÉIA

Depois do Calvário, verificadas as primeiras manifestações de Jesus no cenáculo singelo de Jerusalém, apossara-se de todos os amigos sinceros do Messias uma saudade imensa de sua palavra e de seu convívio. A maioria deles se apegava aos discípulos, como querendo reter as últimas expressões de sua mensagem carinhosa e imortal.

O ambiente era um repositório vasto de adoráveis recordações. Os que eram agraciados com as visões do Mestre se sentiam transbordantes das mais puras alegrias. Os companheiros inseparáveis e íntimos se entretinham em longos comentários sobre as suas reminiscências inapagáveis.

Foi quando Simão Pedro e alguns outros salientaram a necessidade do regresso a Cafarnaum, para os labores indispensáveis da vida.

E, breves dias, as velhas redes mergulhavam de novo no Tiberíades, por entre as cantigas rústicas dos pescadores.

Cada onda mais larga e cada detalhe do serviço sugeriam recordações sempre vivas no tempo. As refeições ao ar livre lembravam o contentamento de Jesus ao partir o pão; o trabalho, quando mais intenso, como que avivava a sua e recomendação de bom ânimo; a noite silenciosa reclamava a sua bênção amiga.

Embebidos na poesia da Natureza, os apóstolos organizavam os mais elevados projetos, com relação ao futuro do Evangelho. A residência modesta de Cefas, obedecendo às tradições dos primitivos ensinamentos, continuava a ser o parlamento amistoso, onde cada um expunha os seus princípios e as suas confidências mais recônditas. Mas ao pé do monte o Cristo se fizera ouvir algumas vezes, exaltando as belezas do Reino de Deus e da sua justiça, reunia-se invariavelmente todos os antigos seguidores mais fiéis, que se haviam habituado ao doce alimento de sua palavra inesquecível. Os discípulos não eram estranhos a essas rememorações carinhosas e, ao cair da tarde acompanhavam a pequena corrente popular pela via das recordações afetuosas.

Falava-se vagamente de que o Mestre voltaria ao monte para despedir-se. Alguns dos apóstolos aludiam às visões em que o Senhor prometia fazer de novo ouvida a sua palavra num dos lugares prediletos das suas pregações de outros tempos.

Numa tarde de azul profundo, a reduzida comunidade de amigos do Messias, ao lado da pequena multidão, reuniu-se em preces, no sítio solitário. João havia comentado as promessas do Evangelho, enquanto na encosta se amontoava a assembléia dos fiéis seguidores do Mestre.

Viam-se, ali, algumas centenas de rostos embevecidos e ansiosos. Eram romanos de mistura com judeus desconhecidos, mulheres humildes conduzindo os filhos pobres e descalços, velhos respeitáveis, cujos cabelos alvejavam de neve dos repetidos invernos da vida.

Arrependimento e paz



Num intervalo das agudas perseguições, retornando da Samaria, onde falara para muitos conversos e curara com João, Pedro foi procurado por um jovem, que trazia o corpo coberto de pústulas nauseantes, no afã da Casa do Caminho, sempre repleta de necessitados.
Desfigurado pela inflamação da face, eram apenas os olhos miúdos que brilhavam e a voz rouca suplicando comiseração.
Quando o Apostolo se aproximou, o enfermo prosternou-se, e exclamou:
- Homem santo de Deus!
Pedro interrompeu-o com veemência:
- Sou apenas homem impuro como tu...
- Mas podeis curar-me - choramingou o visitante em desequilíbrio - Eu acabo de ser expulso da cidade, do convívio dos sãos, em razão da lepra que me devora o corpo e a infeliz...
Não pode prosseguir. Quase em convulsão, tartamudeou:
Tudo começou... no templo... no apedre... jamento.
Pedro quase recuou horrorizado. Recordava-se daqueles olhos perversos, frios, e dos gritos do agitador, que conclamava a turba em fúria para a lapidação de Estevão. Jamais o esqueceria. Era jovem e guapo, ágil e violento. Gargalhava e apedrejava o prisioneiro indefeso. Apiedara-se dele a partir daquele momento.
Pedro conhecia a força do choque de retorno nas carnes, da própria alma. Orou por ele, então, naquela ocasião, e agora ele estava ali suplicante.
- Que te aconteceu?! - Indagou, compungido.
- Não vos recordais de mim?! - Interrogou, desconsolado - Apedrejei e conduzi a malta contra o vosso irmão até a sua morte, há pouco tempo...
Fez-se grande e dorido silêncio, que ele quebrou, dando prosseguimento:
- A partir daquele dia - ainda me recordo da mirifica luz que vi brotar do mártir antes de morrer - perdi a alegria barulhenta de viver, eu que, alucinado, já não tinha paz. Os seus olhos em chama e em tranquilidade, desvairavam-me. Tropecei no arrependimento mais cruel e fugi para a embriaguez dos sentidos, a que já me acostumara...

PRECE DOS AFLITOS



“Senhor Deus, pai dos que choram,
Dos tristes, dos oprimidos,
Fortaleza dos vencidos,
Consolo de toda a dor.
Embora a miséria amarga
Dos prantos de nosso erro,
Deste mundo de desterro
Clamamos por vosso amor!

O Evangelho e o Futuro




Raças e povos ainda existem que o desconhecem, porém não ignoram a lei de amor da sua doutrina, porque todos os homens receberam, nas mais remotas plagas do orbe, as irradiações do seu Espírito misericordioso, através das palavras inspiradas dos seus mensageiros.
O Evangelho do Divino Mestre ainda encontrará, por algum tempo, a resistência das trevas. A má-fé, a ignorância, a simonia, o império da força conspiração contra ele… Mas tempo virá em que a sua ascendência será reconhecida. Nos dias de flagelo e de provações coletivas, é para a sua Luz Eterna que a Humanidade se voltará, tomada de esperança.
Então, novamente se ouvirão as palavras benditas do Sermão da Montanha e, através das planícies, dos montes e dos vales, o homem conhecerá o Caminho, a Verdade, a Vida.
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
Mensagem recebida em 21-9-1938.
(Livro: Emmanuel)

Entrevistando Zaqueu

León Tolstoi é o autor de Ressurreição e Vida, de Yvonne A. Pereira, que traz as informações contidas na entrevista com Zaqueu. Confira:

***

- Zaqueu, você poderia nos recordar seu encontro com Jesus, em Jericó, onde você residia?

ZAQUEU: A bondade do Mestre Galileu, honrando-me com uma visita e uma refeição em minha casa, eu, um renegado pela sociedade porque um "publicano", tocou-me para sempre o coração, conforme sabeis... Ele com- preendeu as minhas necessidades morais de estímulo para o Bem, o meu aflitivo desejo de ser bom. Penetrou, com sua solicitude inesquecível, os mais remotos escaninhos do meu ser moral; contornou, com seu amor de Arcanjo, todas as aspirações do meu Espírito, filho de Deus, que sofria por algo sublime que lhe aclarasse as ações... E conquistou-me, assim, por toda a consumação dos séculos.

- Narra o Evangelho que no dia da crucifixão de Jesus os apóstolos os abandonaram. Você estava lá naquelas horas de sofrimento?

ZAQUEU: Muito sofri e chorei quando esse Mestre foi levantado no suplício da cruz. Não, eu não o abandonei jamais, desde aquele dia em que passou por Jericó! Segui-o. E o pouco que ainda viveu depois disso teve-me em suas pegadas para ouvi-lo e admirá-lo. Eu não me ocultei das autoridades receando censuras ou prisão, nem tive preconceitos, e tampouco me importunou a vigilância dos tiranos de Roma ou o despeito dos asseclas do Templo de Jerusalém. Achava-me bem visível entre o povo, transitando pelas ruas, embora ignorado, humilhado pela minha condição de funcionário romano... E assisti aos estertores da agonia sublime naquela tarde do 14 de Nisan.

- Como foram aqueles momentos sublimes da reaparição do Cristo, após o terceiro dia de sua morte?

ZAQUEU: Soube, é certo, da ressurreição que a todos revigorou de esperanças... Mas não logrei tornar a ver e ouvir o Mestre, não fui bastante merecedor dessa ventura imensa... Ele só se apresentou, depois da ressurreição, aos discípulos – homens e mulheres – e aos apóstolos.

- O que você fez depois?

Peça de teatro "Há Dois Mil Anos..." em São Paulo.


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A equipe de nosso blog assistiu e recomenda mais uma peça espírita de excelente qualidade!

A peça Há 2000 anos – com direção de Gabriel Veiga Catellani está em cartaz nos meses de julho e agosto de 2011 no Teatro do Ator com o Grupo WeGa. Adaptada do livro psicografado por Francisco Cândido Xavier conta com dezoito atores em cena, é uma peça objetiva, dramática e lúdica. Publio Lentulus é um senador romano orgulhoso que viaja à Palestina na época em que Jesus viveu na Terra transmitindo seus ensinamentos.

Publio não soube aproveitar a existência que soa para quem crê na reencarnação como um minuto no relógio da vida. Sofrimento, alegria, ciúmes, crueldade e a conversão de sua esposa Lívia ao Cristianismo fazem parte dessa história.

A peça tem 2 horas de duração. Aos sábados 21h e domingos 19h.

Ingresso R$ 30,00 - levando 1 kg de alimento não perecível ou sendo estudante, paga-se R$ 15,00.

O Teatro do Ator fica na praça Franklin Roosevelt nº 172, ao lado da Igreja da Consolação, próximo a estação Anhangabaú ou República do metrô, no centro da capital paulista.

Para maiores informações, entre em contato nos números: (11) 3082-2020 - (11) 8453-9663 -  (11) 6354-2448