Sacudindo a terra... e seguindo adiante!



Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. 
Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. 
Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma.
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. 
Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. 
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. 
O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. 
Porém, para surpresa de todos, o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. 
A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. 
Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. 
Principalmente se você já estiver dentro de um poço. 
O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. 
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. 
Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. 
Use a terra que te jogam para seguir adiante!
Recorde as 5 regras para ser feliz: 

1- Liberte o seu coração do ódio.
2 - Liberte a sua mente das preocupações.
3 - Simplifique a sua vida.
4- Dê mais e espere menos.
5- Ame mais e... aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.

E que amanhã seja um dia ainda melhor do que o de hoje!

Vibrações


Envoltos em claros véus
vêm benfeitores dos Céus 
ofertando proteção
à casa, aonde a amizade 
gerou a Fraternidade,
a nossa Federação.

Um a um, os companheiros,
que seguem os cristãos roteiros,
vão adentrando o salão
e semeiam pelo caminho,
com vibrações de carinho, 
alegria a cada irmão.

E as vibrações coloridas
são quais promessas de vida
para os desesperados
e o coração do aprendiz, 
junto ao benfeitor feliz,
dá a ele os seus cuidados.

As almas em sofrimento 
recebem neste momento
de cooperação fraternal
o alívio de suas dores
que com o perfume das flores
vem da luz celestial.

E ao fim da reunião 
recebe cada coração
a bênção da claridade
do coração de Jesus
que a nossa alma conduz
até a Divina Bondade.

Mensagem de Noel Rosa, psicografada em 16.03.2004 pela médium Martha Gallego Thomaz.

O TRABALHO DE VIBRAÇÕES NA FEESP



Criado em 1945, esse trabalho constitui-se em uma porta de luz e sustentação entre encarnados e desencarnados, que tem como objetivo comum expandir a conscientização fraternal na Terra. Com duração de 30 minutos, colaboradores e alunos do Curso de Aprendizes do Evangelho se reúnem aos companheiros espirituais que já se dedicaram com amor a esta Casa e que hoje fazem parte das fraternidades encabeçadas por Bezerra de Menezes.

Nestas ocasiões, num intenso trabalho de doação de amor, procuram num esforço comum vibrar muito amor e paz ao mundo, ao Brasil e à FEESP.

Na década de sessenta, Francisco Cândido Xavier transmitiu uma mensagem do Venerável da Fraternidade dos Humildes, Doutor Bezerra de Menezes, esclarecendo o que ocorre espiritualmente na tarefa de Vibrações:

“A transcendência do trabalho foge ao nosso alcance. Participam dessa tarefa de doação de amor centenas de Grupos Espirituais, orientados por ISMAEL, preposto de JESUS no Brasil. É imprescindível que todos os participantes dessa tarefa estejam revestidos da dedicação, ou seja, revestidos do amor e boa vontade que a tarefa requer, dando-lhe maior ampliturde, para conseqüências benéficas a todos.”

Se...


Se alguém pretende magoá-lo, e você não aceita a ofensa, ele não o conseguirá, por mais o tente.

Se outrem enunciou cruel calúnia para desmoralizá-lo, e ele mente, como é óbvio, você prosseguirá como antes.

Se alguma pessoa de temperamento áspero não simpatiza com você, e a sua é uma atitude de compreensão, de forma alguma você será afetado pelas suas vibrações negativas.

Se um amigo de largo tempo desertou da sua companhia, acusando-o injustamente, e você se encontra com a consciência tranquila, não prosseguirá a sós.


A tarefa dos guias espirituais




Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra.

O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos.

Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente.

Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das beatitudes eternas nos planos divinos da imensidade. Todos os homens conhecem a fatalidade da morte e sabem que é inevitável a sua futura mudança para a vida espiritual. Todas as criaturas estão, assim, fadadas a conhecer aquilo que já conhecemos. Nossa palavra é para que a Terra vibre conosco nos ideais sublimes da fraternidade e da redenção espiritual. Se falamos dos mundos felizes, é para que o planeta terreno seja igualmente venturoso.  Se dizemos do amor que enche a vida inteira da Criação Infinita, é para que o homem aprenda também a amar a vida e os seus semelhantes. Se discorremos acerca das condições aperfeiçoadas da existência em planos redimidos do Universo, é para que a Terra ponha em prática essas mesmas condições. Os códigos aplicados, em outras esferas mais adiantadas, baseados na solidariedade universal, deverão, por sua vez, merecer ai a atenção e os estudos precisos.

O orbe terreno não está alheio ao concerto universal de todos os sóis e de todas as esferas que povoam o Ilimitado; parte integrante da infinita comunidade dos mundos, a Terra conhecerá as alegrias perfeitas da harmonia da vida. E a vida é sempre amor, luz, criação, movimento e poder.

Os desvios e os excessos dos homens é que fizeram do vosso planeta a mansão triste das sombras e dos contrastes.

Fluidos misteriosos ligam a Deus todas as belezas da sua criação perfeita e inimitável. Os homens terão, portanto, o seu quinhão de felicidade imorredoura, quando estiverem integrados na harmonia com o seu Criador.

Os sóis mais remotos e mais distantes se unem ao vosso orbe de sombras, através de fluidos poderosos e intangíveis. Há uma lei de amor que reúne todas as esferas, no seio do éter universal, como existe essa força ignorada, de ordem moral, mantendo a coesão dos membros sociais, nas coletividades humanas. A Terra é, pois, componente da sociedade dos mundos. Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.

Os homens, portanto, não devem permanecer embevecidos, diante das nossas descrições.

O essencial é meter mãos à obra, aperfeiçoando, cada qual, o seu próprio coração primeiramente, afinando-o com a lição de humildade e de amor do Evangelho, transformando em seguida os seus lares, as suas cidades e os seus países, a fim de que tudo na Terra respire a mesma felicidade e a mesma beleza dos orbes elevados, conforme as nossas narrativas do Infinito.

EMMANUEL

Fonte: livro Emmanuel, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier

1941-2011: 70 anos de publicação do livro Paulo e Estevão – 2ª parte: Gamaliel




Saulo, adolescente ainda, seguiu para Jerusalém, onde se tornou discípulo do grande Gamaliel, no Templo de Salomão, preparando-se para ser um devoto rabino.

Ele mesmo nos fala de Gamaliel, ao se defender perante a multidão de judeus em Jerusalém:
“- Sou judeu, nascido em Tarso, da Cilícia, mas educado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel na exata observância da leis de nossos pais; estava cheio de zelo por Deus como o estais vós outros no dia de hoje.” (Atos,22:3 e seg.)
Gamaliel, que Emmanuel nos descreve como um sacerdote fariseu tolerante e pacífico, era filho de Hillel, o grande rabi que foi em parte contemporâneo de Cristo (70 a.C. a 10 d.C.).

Hillel é o Espírito convocado por Jesus para fazer parte da implantação do Evangelho na Terra do Cruzeiro, como podemos ler no livro “Brasil, coração do Mundo, Pátria do Evangelho”.

A partir de Hillel, os rabis passaram a desempenhar as tarefas antes atribuídas aos escribas.

1941-2011: 70 anos de publicação do livro Paulo e Estevão – 1ª parte: Saulo, de Tarso




O Apóstolo dos Gentios nasceu em Tarso, na Ásia Menor, onde atualmente está a Turquia. Era uma cidade grande, com mais de 200 mil habitantes, por onde passava uma estrada que a ligava ao que hoje é a Europa. Tarso, a capital da província romana da Cilícia, era predominantemente grega e um dos mais efervescentes centros de cultura do mundo helênico, chegando a rivalizar com Atenas. Era uma cidade cosmopolita. Abrigava um porto fluvial movimentado e se impunha como um importante pólo comercial. Suas ruas estreitas viviam apinhadas de gente e suas casas abrigavam povos de várias regiões: egípcios, bretões, gauleses, núbios e sírios – além dos judeus (como a família de Saulo), que na época já haviam se assentado em várias cidades do império.
O ano exato do nascimento de Saulo, bem como a data dos principais acontecimentos de sua vida, sempre foram motivo de muita controvérsia. Muitos historiadores afirmam que ele nasceu entre os anos 6 e 10 da nossa Era; outros supõem que ele tenha nascido por volta do ano 5.
Essa questão foi esclarecida por Emmanuel, no romance Paulo e Estevão, no capítulo IV:
“Estamos na velha Jerusalém, numa clara manhã do ano 35.”

A vida





Autor: Madre Teresa de Calcutá


A vida é uma oportunidade, aproveita-a. 

A vida é beleza, admira-a.

A vida é beatificação, saboreia-a.

A vida é sonho, torna-o realidade.

A vida é um desafio, enfrenta-o.

A vida é um dever, cumpre-o. 

A vida é um jogo, joga-o. 

A vida é preciosa, cuida-a. 

A vida é riqueza, conserva-a. 

A vida é amor, goza-a. 

A vida é um mistério, desvela-o.

A vida é promessa, cumpre-a.

A vida é tristeza, supera-a.

A vida é um hino, canta-o.

A vida é um combate, aceita-o.

A vida é tragédia, domina-a.

A vida é aventura, afronta-a.

A vida é felicidade, merece-a.

A vida é a VIDA, defende-a.

Convocação - Mensagem de Bezerra de Menezes em Julho/2011


Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.

Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.

Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.

Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.

Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.

Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante .

A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.

Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação.

Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.

Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.

Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.

A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.

Que nos importem os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações...

Mensagem de Bezerra de Menezes em 26/08/1999

Amigos, segue uma mensagem do espírito Bezerra de Menezes através da Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na palestra "A Velhice e o Triunfo da Vida", proferida no Grupo Espírita André Luiz - Rio de Janeiro/RJ em 26 de Agosto de 1999.



OS QUINHENTOS DA GALILÉIA

Depois do Calvário, verificadas as primeiras manifestações de Jesus no cenáculo singelo de Jerusalém, apossara-se de todos os amigos sinceros do Messias uma saudade imensa de sua palavra e de seu convívio. A maioria deles se apegava aos discípulos, como querendo reter as últimas expressões de sua mensagem carinhosa e imortal.

O ambiente era um repositório vasto de adoráveis recordações. Os que eram agraciados com as visões do Mestre se sentiam transbordantes das mais puras alegrias. Os companheiros inseparáveis e íntimos se entretinham em longos comentários sobre as suas reminiscências inapagáveis.

Foi quando Simão Pedro e alguns outros salientaram a necessidade do regresso a Cafarnaum, para os labores indispensáveis da vida.

E, breves dias, as velhas redes mergulhavam de novo no Tiberíades, por entre as cantigas rústicas dos pescadores.

Cada onda mais larga e cada detalhe do serviço sugeriam recordações sempre vivas no tempo. As refeições ao ar livre lembravam o contentamento de Jesus ao partir o pão; o trabalho, quando mais intenso, como que avivava a sua e recomendação de bom ânimo; a noite silenciosa reclamava a sua bênção amiga.

Embebidos na poesia da Natureza, os apóstolos organizavam os mais elevados projetos, com relação ao futuro do Evangelho. A residência modesta de Cefas, obedecendo às tradições dos primitivos ensinamentos, continuava a ser o parlamento amistoso, onde cada um expunha os seus princípios e as suas confidências mais recônditas. Mas ao pé do monte o Cristo se fizera ouvir algumas vezes, exaltando as belezas do Reino de Deus e da sua justiça, reunia-se invariavelmente todos os antigos seguidores mais fiéis, que se haviam habituado ao doce alimento de sua palavra inesquecível. Os discípulos não eram estranhos a essas rememorações carinhosas e, ao cair da tarde acompanhavam a pequena corrente popular pela via das recordações afetuosas.

Falava-se vagamente de que o Mestre voltaria ao monte para despedir-se. Alguns dos apóstolos aludiam às visões em que o Senhor prometia fazer de novo ouvida a sua palavra num dos lugares prediletos das suas pregações de outros tempos.

Numa tarde de azul profundo, a reduzida comunidade de amigos do Messias, ao lado da pequena multidão, reuniu-se em preces, no sítio solitário. João havia comentado as promessas do Evangelho, enquanto na encosta se amontoava a assembléia dos fiéis seguidores do Mestre.

Viam-se, ali, algumas centenas de rostos embevecidos e ansiosos. Eram romanos de mistura com judeus desconhecidos, mulheres humildes conduzindo os filhos pobres e descalços, velhos respeitáveis, cujos cabelos alvejavam de neve dos repetidos invernos da vida.