Anencéfalos


Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...

As profissões de minha mãe





Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.

Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.

Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.

Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.

Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.

Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.

Superioridade da natureza de Jesus






Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. 

Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. 

Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (GE, cap. XIV, n. 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. 

Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem. 

Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. 

Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus. 


Fonte: A Gênese, de Allan Kardec, Cap. XV, item 2

Mãe e Filho


Malbaratando o livre arbítrio, o Homem se submete à Lei de Causa e Efeito, debatendo-se no cipoal de suas erigidas provações.

Sofre e pretende libertar-se.

A benção do tempo lhe traz o descortinamento do entendimento, que lhe estivera, até então, cerrado.

Embora caminhando com dificuldade, an­seia por luz e paz.

Roga, em lágrimas, renovada oportunidade de redenção.

A Divina Mercê, então, dá-lhe o instrumental adequado para que o Espírito se vitorie sobre si mesmo; não na conquista do mundo, mas a conquista no mundo.

Mundo interior, bem se vê.

Já que o calceta implora por remissão, surge-lhe no programa, por afinidade, a figura venerável da Mãe.

Pela Lei de Amor, mãe e filho vão se acoplando numa só carne, porque são dois em um, em termos de vibração.

Compreender essa sintonia, expressão de Divina Sinfonia, é to­car-se do amor de Deus em nós.

***

Mãe! Título sacrossanto que até nos reinos inferiores da natureza se venera.

Mãe! Oportunidade abençoada de poucos Espíritos escolhidos.

Mãe! estado de êxtase em que o Mulher se deifica.

Por isso, filho:

Observa com amor-respeito tua mãe, refletindo que ela, por amor a ti, renunciou-se o si mesma, para se te dar em total, incondicional entrega, a fim de que evoluas, vencedor.

Tua vitória será a dela.

***

Recordemos a sintonia divinal entre Maria-Mãe e Jesus-Filho.

Na somatização de Suas vibrações, Ela tornou-se o veículo a fim de que Ele pudesse tornar à Terra para a iluminação das consciências dos seus habitantes.

***

Estejas tu obsequiada pela benção de seres mãe ou vinculada à oportunidade indescritível de seres filho, medita profundamente na Bondade Paternal Suprema e aproveita para te banhares de amor-respeito à Vida, à tua vida, nela te conduzindo por vivência rumante ao progresso. Porque, mãe ou filho, é veículo de paz.

Maria Angélica
Médium: Reynaldo Leite
Livro: Luzeiro

“Mundo Além” estreia na REDETV


Entra no ar, em rede aberta, o programa “Mundo Além”, produzido pela TVCEI. A primeira temporada da série, que contém 24 episódios, já faz parte da grade de programas da REDETV, aos domingos, às 16h15.

O programa, apresentado por Jorge de Almeida, mostra diversos vídeos com temática referente a fenomenologia espírita, entre eles psicografias, psicofonias, pinturas mediúnicas, assim como relembra os melhores momentos do “Pinga Fogo com Chico Xavier”. Possui também um quadro chamado “Além do Cinema” que analisa diversos filmes (O sexto sentido, Amor além da vida, Ghost, Espíritos, E se fosse verdade,dentre outros), comentados pelos médiuns Divaldo Franco e Raul Teixeira.

Este programa é uma realização da Federação Espírita Brasileira (FEB).

Para maiores informações acesse www.mundoalem.com ou envie um email para contato@mundoalem.com

Jesus em casa



O culto do Mestre, em casa,
É novo sol que irradia
A música da alegria
Em santa e bela canção.
É a glória de Deus que vaza
O dom da Graça Divina,
Que regenera e ilumina
O templo do coração.
Ouvida a bênção da prece,
Na sala doce e tranqüila,
A lição do bem cintila
Como um poema a brilhar.
O verbo humano enaltece
A caridade e a esperança,
Tudo é bendita mudança
No plano familiar.
Anula-se a malquerença,
A frase é contente e boa.
Quem guarda ofensas, perdoa
Quem sofre, agradece à cruz.
A maldade escuta e pensa
E o vício da rebeldia
Perde a máscara sombria...
Toda névoa faz-se luz!
Na casa fortalecida
Por semelhante alimento,
Tudo vibra entendimento
Sublime e renovador.
O dever governa a vida
Vozes brandas falam calmas....
É Jesus chamando as almas.
Ao reino do Eterno Amor!
Irene S. Pinto

Fonte: livro Luz no Lar, Diversos Espíritos, Chico Xavier

Porque uma só pessoa perde tantas outras amadas ao mesmo tempo?

* Adaptação de uma resposta de Divaldo Franco a essa pergunta, em uma de suas palestras.

Necessitamos sempre repetir que ninguém perde ninguém. Temos que substituir o verbo “perder”, porque uma pessoa não é um objeto que a gente perde. Não é um chapéu, uma bolsa, um sapato que a gente perde.

(...) Nós espiritas evitamos o verbo “morrer”, porque na sua profundidade significa destruir-se, e como a vida transfere de um lugar para outro, nos usamos o verbo “desencarnar”, perder a roupagem carnal, falecer. Também é perfeitamente natural transferir-se da vida física para a vida espiritual.

Deveremos considerar em principio que a morte não é uma desgraça, já que todos os membros do mesmo clã estão voltando para a casa.

Seria o mesmo que pensar que ao terminarmos um curso universitário e passamos a aplicar no cotidiano as lições da escolaridade, vamos deixar um espaço na universidade, que será preenchido pelos outros que vem após nós.

A sensação de dor para quem fica é perfeitamente natural, pois esta dor gravita em torno do nosso instinto de preservação da vida. O “medo da morte” é nada mais do que o nosso instinto de conservação, oferecendo-nos mecanismos para que não nos deixemos enfraquecer nem debilitar na luta optando pelo suicídio.

A divindade nos equipa, como a todos os animais, desse instinto que é básico, o da preservação da nossa vida...

***

A saudade de alguém que parte é muito natural, e é uma provação para quem fica: acompanhar seres queridos transferindo-se para a imortalidade. Todavia, se considerar que eles continuam vivendo, que estão conosco e podem manter o intercambio, a dor vai se amenizando pela esperança da convivência.

***

Eu tive a oportunidade de psicografar em Uberaba, faz vários anos, a mensagem que mais me impressionou na minha vida.

JESUS E ATUALIDADE




A atualidade do pensamento de Jesus surpreende os mais cépticos estudiosos da problemática humana, sempre complexa e desafiadora, nestes dias.

Profundo conhecedor da psique, Jesus penetrava com segurança nos refolhos do indivíduo e descobria as causas reais das aflições que o inconsciente de cada um procurava escamotear.

Não se permitindo derivativos nem adiamentos, enfrentava as questões com elevado critério de sabedoria, que desnudava as mais intrincadas personalidades psicopatológicas, propondo com rigor a terapia compatível, elucidando quanto à responsabilidade pessoal e eliminando a sombra projetada sob a qual muitos se ocultavam.

Por processos mais demorados, a psicologia profunda chega, no momento, às mesmas conclusões que Ele lograva com facilidade desde há dois mil anos.

Roberto Assagioli, por exemplo, com sua psicossíntese, penetrou nas causas das enfermidades, apoiando-se na realidade “transpessoal” do ser como fator desencadeante das mesmas.

Abraão Maslow descobriu a “psicologia do ser” e abriu espaço para o seu entendimento profundo em relação à psicogênese das enfermidades que deterioram a personalidade do homem.

Groff, relacionando a mente com o cérebro, vai mais além e defronta o ser imortal como agente de inúmeras psicopatologias.

O filho do orgulho



O melindre – filho do orgulho – propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.

Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.

O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los. Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.

Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.

Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:

É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembléias.

O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.

Filme Área Q trailler oficial





O suspense Área Q é um filme de ficção científica, com abordagem espiritual, que traz no elenco os atores Murilo Rosa e Tânia Khalill; é uma co-produção entre Brasil e Estados Unidos, e também é protagonizado por Isaiah Washington, mais conhecido por estrelar séries de TV como Grey’s Anatomy.

No filme, Washington é Thomas Mathews, um repórter cuja carreira e vida pessoal declinam quando seu filho desaparece. Para retornar ao trabalho, Thomas aceita fazer uma matéria no Brasil para investigar contatos imediatos de primeiro, segundo e terceiro grau.

No Ceará, em uma região conhecida como “Área Q”, Thomas encontra João Batista (Murilo Rosa), um agricultor com explicações sobre o que tem acontecido naquela região e sobre o filho desaparecido do jornalista.

A busca incessante de um pai para encontrar seu filho o leva a uma descoberta extraordinária que irá mudar sua vida para sempre.

Thomas Mathews (Isaiah Washington, de Grey´s Anatomy, Romeo Must Die, Clockers, True Crime) é um repórter reconhecido no círculo jornalístico como o homem que vai atrás dos fatos para revelar a verdade. Ele é o vencedor do Prêmio Conscience-in-Media por expor um escândalo de derramamento tóxico por uma grande corporação.

A vida de Thomas dá uma guinada quando seu filho Peter desaparece. Um ano se passa e Thomas não descobriu nada sobre o sequestro. A busca obsessiva por uma pista que pudesse explicar o desaparecimento de Peter vira a vida de Thomas de cabeça para baixo. Thomas está prestes a perder sua casa e seu emprego. Seu chefe e amigo, Dylan, a fim de ajudar, oferece a ele um projeto especial em que Thomas terá que investigar casos de avistamentos de OVNIs, contatos imediatos do primeiro, segundo e terceiro grau, e até de abduções. O único problema é que Thomas terá que ir ao Ceará, estado localizado no Nordeste do Brasil. O jornalista definitivamente não quer deixar Los Angeles, porque uma nova pista sobre seu filho pode aparecer a qualquer momento. Depois de pensar muito a respeito, Thomas decide ir.

No Brasil, ele investiga histórias sobre os avistamentos de alienígenas que ocorreram nas pequenas cidades de Quixadá e Quixeramobim, conhecidas como Área Q. Durante a investigação, Thomas conhece João Batista, (Murilo Rosa, de Araguaia, Orquestra de Meninos), um caboclo que tem muitas respostas sobre o que está acontecendo nessa área e também sobre o filho de Thomas.

Uma série de eventos inesperados acaba com o plano original de Thomas, que é escrever a matéria e ir embora o mais rápido possível e o jornalista se vê lutando para acreditar no que tem visto. Pouco a pouco, ele começa a perceber que está prestes a vivenciar a maior descoberta de sua vida.

Área Q chega aos cinemas de todo o País em 13 de abril. Não perca.

Conheça outros projetos da Estação Luz, uma associação que desenvolve projetos de incentivo à cultura, educação e esportes.