CULTO CRISTÃO NO LAR

Mensagem de Emmanuel

O culto do Evangelho no Lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A boa nova seguiu da manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré, e certo, se fará ouvir de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender as obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calúnia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio encontra compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência Evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa Nova junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e a apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Espírito Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

Oração da Esperança



Ouça esta mensagem no player abaixo:



Esta oração, transmitida por Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Franco, traduz a preocupação do Plano Espiritual com os sentimentos das pessoas envolvidas em tragédias coletivas, como a que presenciamos no Rio de Janeiro nesta última semana.

De modo geral as pessoas choram e lamentam os mortos. Nós espíritas sabemos que os mortos são amparados pelos Benfeitores Espirituais, principalmente quando são crianças a desencarnar dessa forma tão violenta.

É normal, portanto, que choremos pelos mortos; no entanto, devemos chorar também pelos vivos, já que estes deverão suportar a dor da separação sem qualquer aviso prévio. Todos ficamos abalados e pregando a Deus para que esses tristes fatos nunca mais aconteçam e que Ele nos preserve dessa dor tão profunda.

Mas, ao chorar pelos mortos, não podemos nos esquecer dos algozes, dos responsáveis por provocar essa dor tão profunda nas famílias envolvidas e em todas as pessoas que vivem em torno do ponto central dessa tragédia.

Vamos parar e refletir por um momento e nos perguntar qual a razão de alguém decidir se tornar o ator principal de uma tragédia como essa; por que um jovem calado, solitário, sem amigos, vivendo longe dos familiares, resolve invadir a escola onde estudou e matar a sangue frio tantas crianças indefesas, que nenhum mal lhe causaram? Nós só conhecemos o resultado de seus atos e não temos as respostas a todas essas perguntas neste momento; desse modo, só temos uma alternativa: ORAR POR ELE, como nos aconselha Bezerra de Menezes, pois os algozes são os que mais precisam de nossas orações. Oremos e enviemos vibrações de amor pelas vítimas da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, Rio de Janeiro, e também por seu algoz, para que todos sejam amparados pelos Benfeitores Espirituais.

*****

Senhor!

Os homens reunem-se no mundo pra pedir, reclamar, maldizer; legiões humanas devotadas a fé entregam-se para que as comandes; multidões sintonizam contigo buscando servir-Te.

Permite-nos, agora, um espaço para a gratidão por estes dias de entendimento fraternal, vividos na Casa que nos emprestastes para o planejamento das atividades evangélicas do futuro. Como não estamos habituados a agradecer e louvar sem apresentar o rol de nossas súplicas, permite-nos fazê-lo de forma diferente.

Quando, quase todos pedem pelos infelizes, nós nos atreveremos a suplicar pelos infelicitadores; quando os corações suplicam em favor dos caídos, dos delinqüentes, dos que se agridem, nós nos propomos a interferir em benefício dos que fomentam as quedas, os delitos e a violência; quando os pensamentos se voltam para interceder pelos esfaimados, os carentes, os desiludidos, nós nos encorajamos a formular nossas rogativas por aqueles que respondem por todos os erros que assolam a Terra, estabelecendo a miséria social, a falência e a derrocada nas rampas éticas do comportamento.

Não Te queremos pedir pelas vítimas de todos os matizes, senão, pelos seus algozes, os que entenebreceram os sentimentos, a consciência e a conduta, comprazendo-se, quais chacais, sobre os cadáveres dos vencidos.

Tu que és o nosso Pastor e prometestes apoio a todas as ovelhas, tem misericórdia deles, os irmãos que se cegaram a si mesmos e, ensandecidos, ateiam as labaredas do ódio na Terra e fomentam as desgraças que dominam o mundo.

Tu podes fazê-lo, Senhor, e é por isto que, em Te agradecendo todas as dádivas da paz que fruímos, não nos podemos esquecer desses que ardem nas labaredas cruéis da ignorância, alucinados pelos desequilíbrios que os tornam profundamente desditosos.

CORRENTE DE ORAÇÕES PELAS VÍTIMAS DO RIO DE JANEIRO



Hoje, muitos de nós acordaram com a notícia da tragédia numa escola do Rio de Janeiro.

Dias atrás assistimos à estréia do filme "As mães de Chico Xavier" e, ao ver o desespero das mães à procura de notícias de seus filhos na porta da escola, pensamos em quanta falta nos faz o médium de Uberaba.

Hoje lembrei-me de um artigo que J. Herculano Pires escreveu na ocasião, no qual contou o que fez Chico Xavier quando recebeu a notícia da tragédia do edifício Joelma, que tantas vidas jovens ceifou naquele distante fevereiro de 1974. Vejam o que fez o nosso inesquecível Chico naquele dia e que serve muito bem para um dia como o de hoje:

"Tão logo nos chegou pelo rádio a notícia do incêndio do edifício Joelma, em São Paulo, reunimo-nos em prece, quatro amigos, solicitando auxílio dos benfeitores espirituais para as vítimas do aflitivo acidente. O nosso Emmanuel atendeu-nos e escreveu a prece que lhe envio. É uma oração sem título, simplesmente oração. Tenho a certeza de que, se houvesse título, ele seria escrito com as nossas próprias lágrimas. Por isso, na ideia de que a prece do nosso benfeitor Emmanuel possa confortar algum coração amigo, mais diretamente atingido pela dolorosa provação coletiva que a todos nos fere, enviamo-la à sua atenção. Deus nos fortaleça e abençoe a todos."

SENHOR JESUS!

Auxilia-nos, perante os companheiros impelidos à desencarnação violenta, por força das provas redentoras.

Sabemos que nós mesmos, antes do berço terrestre, suplicamos das leis divinas as medidas que nos atendam às exigências do refazimento espiritual. Entretanto, Senhor, tão encharcados de lágrimas se nos revelam, por vezes, os caminhos do mundo, que nada mais conseguimos realizar, nesses instantes, senão pedir-te socorro para atravessá-los de ânimo firme.

A Sociedade

"Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros."
- Pedro. I PEDRO, 4:8

Não existem tarefas maiores ou menores. Todas são importantes em significação.

Um homem será respeitado pelas leis que implanta, outro será admirado pelos feitos que realiza. Mas o legislador e o herói não alcançariam a evidência em que se destacam, sem o trabalho humilde do lavrador que semeia o campo e sem o esforço apagado do varredor que contribui para a higiene da via pública.

Não te isoles, pois, no orgulho com que te presumes superior aos demais.

A comunidade é um conjunto de serviço, gerando a riqueza da experiência. E não podemos esquecer que a harmonia dessa máquina viva depende de nós.

Quando pudermos distribuir o estímulo do nosso entendimento e de nossa colaboração com todos, respeitando a importância do nosso trabalho e a excelência do serviço dos outros, renovar-se-á a face da Terra, no rumo da felicidade perfeita.

Madre Teresa de Calcutá fala sobre o Aborto

Discurso proferido no dia 3 de fevereiro de 1994

* Frase divulgada no final do filme As Mães de Chico Xavier

(...) "Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança direta de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe.

E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como é que nós podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?* Como é que nós persuadimos uma mulher a não fazer o aborto? Como sempre, nós devemos persuadi-la com amor e nós devemos nos lembrar que amor significa estar disposto a doar-se até que machuque. Jesus deu Sua vida por amor de nós. Assim, a mãe que pensa em abortar, deve ser ajudada a amar, ou seja, a doar-se até que machuque seus planos, ou seu tempo livre, para respeitar a vida de seu filho. O pai desta criança, quem quer que ele seja, deve também doar-se até que machuque.

Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata seu próprio filho para resolver seus problemas.

E, através do aborto, diz-se ao pai que ele não tem que ter nenhuma responsabilidade pela criança que ele trouxe ao mundo. Este pai provavelmente vai colocar outras mulheres na mesma situação. Logo, o aborto apenas traz mais aborto.

Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar de qualquer violência para conseguir o que se quer. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto...

CASTRO ALVES - "O SEXO NO MUNDO"

Certa noite proclamou
Um dos líderes do Umbral:
“Propaguemos pelo mundo,
Nosso fogo sexual!
Que ele queime mais que a guerra!
Deixe em cinzas a Inglaterra!
O sexo nos dará a Terra!
Avante, ó forças do Mal!”

E um exército espantoso
De Espíritos sensuais,
Invadiu todo o planeta,
Desde o campo às capitais!
E com grandes lutas cruas,
Dominou as praças, ruas!
E hoje andam quase nuas...
Até mães angelicais!

E o sexo, assim instigado,
Fez-se do planeta o rei!
Todo ser é um vassalo,
Que se rende à sua lei!
E o Homem preso à loucura,
No Brasil ou em Singapura,
Hoje ri da compostura,
Mesmo um padre ou mesmo um frei!



NO APOSTOLADO FEMININO


O apostolado das Mães é o serviço silencioso com o Céu, em que apenas a Sabedoria Divina pode ajuizar com exatidão.

Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus.

Ele conhece o holocausto das mães sofredoras e desoladas e sustenta-lhes o ânimo através de processos maravilhosos de sua sabedora infinita, assim como alimenta a seiva recôndita das árvores benfeitoras.

Um instituto doméstico, em muitos casos, é cadinho purificador.

Aí dentro, as opiniões fervilham na contenda inútil das palavras, sem edificações úteis; velhos ódios surgem à tona das discussões e sentimentos, que deveriam permanecer esquecidos para sempre, aparecem à superfície das situações, embora muitas vezes imanifestos nos entendimentos verbais.

O que nos interessa, porém, é a nossa redenção.

O sacrifício é a nossa abençoada oportunidade de iluminação.

Sabemos, no entanto, que para o carinho maternal, o combate é intraduzível.

Na batalha sem sangue no coração.

No espinheiro ignorado.

Na dor que os olhos não visitam.

O devotamento feminino será sempre o manancial do conforto e da benção.

Quando se interrompe o curso dessa fonte divina, ainda mesmo temporariamente, a vida do lar sofre ameaças cruéis.

Segue confiante


Quando tudo te parecer perdido,
Lembra-te no fundo d'alma;
Um cintilar de luz está escondido,
É a luz da fé da confiança do amor,

Ah! quanta esperança se deve ter;
Quando após uma noite,
Acordar feliz com novo alvorecer;

É saber que pertinho do íntimo
Um Ser supremo vela por você;
Te preparando uma nova noite
Um novo amanhecer!
 
Segue confiante  no Divino poder
Mesmo com tua fuga e falta de prumo
Esse sim nunca vai te esquecer;
 

Chico Xavier — O primeiro livro


Vinte anos antes de sua desencarnação, Chico Xavier revelou que sempre guardou no íntimo o desejo de publicar as belas produções mediúnicas que os amigos espirituais escreviam por seu intermédio, nos idos dos anos 20. Curiosamente, Chico confeccionava, com suas próprias mãos e com grande esforço, alguns exemplares com a finalidade de despertar os amigos para a possibilidade de um livro. Face à pobreza material com a qual vivia, ao médium restava a esperança de que algum desses amigos se interessasse pelo tema e, talvez, movimentasse os recursos necessários para uma publicação. De suas primeiras produções manuais, contendo, inclusive, a sua sensibilidade artística no desenho e na ilustração das mensagens, Chico conseguiu guardar durante toda a sua vida um único exemplar, que ao final de sua existência terrena entregou ao seu sobrinho-neto, Sérgio Luiz Ferreira Gonçalves.

Este deveria ter sido o primeiro livro de Chico Xavier; e foi publicado pela Vinha de Luz, Editora da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo no ano de 2010, ano do centenário de nascimento do médium.

Francisco Cândido Xavier (psicografia) - Diversos Espíritos (autores) - Geraldo Lemos Neto e Sérgio Luiz Ferreira Gonçalves (organizadores) – Editora Vinha de Luz, 2010

Desencarnou Elias Barbosa


Elias Barbosa, dirigente da Comunhão Espírita Cristã, médico e professor da Faculdade de Medicina de Uberaba, desencarnou ontem, 31 de março, aos 76 anos de idade. Foi colaborador direto de Chico Xavier, que conheceu em 1955, em Pedro Leopoldo. Chico Xavier passou a visitar a terra natal de Elias Barbosa - Monte Carmelo (1956 a 1959), recebendo mensagens mediúnicas na residência da mãe de Elias, D. Myrthes Barbosa.

A partir de janeiro de 1959, quando Chico Xavier mudou-se para Uberaba, Elias passou a trabalhar com ele, nas tarefas de desobsessão, sessões públicas e organizando livros em parceria: Enxugando Lágrimas, Entre Duas Vidas, Claramente Vivos, Irmã Vera Cruz, Gabriel, e outros.

Escreveu sobre a vida do médium: Presença de Chico Xavier e No Mundo de Chico Xavier.

Organizador de: Antologia dos Imortais (FEB, 1963), Trovadores do Além (FEB, 1965) e O Espírito de Cornélio Pires (FEB, 1965). Em Anuário Espírita (IDE), sempre analisou a obras de Chico Xavier. É um dos entrevistados no livro Depoimentos sobre Chico Xavier (FEB, 2010) e em Reformador (dezembro de 2010). Compareceu à palestra do presidente da FEB Nestor João Masotti, no encerramento das comemorações do Centenário de Chico Xavier em Uberaba, na Comunhão Espírita Cristã, em novembro de 2010.

Fonte: página da FEB