O Espírita

“Assim, os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” - Jesus (Mateus, 20: 16).

“Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora” (ESE. Cap. 20, 2).


O espírita, na prática da Doutrina Espírita, faz-se realmente conhecido, através de características essenciais.

Rende constante preito de amor a Deus, começando na consciência.

Considera a Humanidade por sua própria família.

Respeita no corpo de carne um santuário vivo que lhe cabe sublimar.

Abraça o trabalho construtivo, seja qual seja a posição em que se encontre.

Abstém-se formalmente do profissionalismo religioso.

Sabe-se um espírito em evolução e, por isso, não exige nos outros qualidades perfeitas que ainda não possui.

Entrevista de Chico Xavier no programa "No Limiar do Amanhã"


Caros leitores: segue abaixo mais uma bela entrevista do nosso querido Chico. Destaque para a última pergunta, onde o médium mineiro afirma não ter obtido do plano espiritual quaisquer informações a respeito da reencarnação de Allan Kardec ("um dos vultos veneráveis de nosso movimento"), afirmando ainda que o mesmo "dará notícias de si mesmo pela sua grandeza".

***

Francisco Cândido Xavier foi entrevistado durante duas horas no programa radiofônico “No Limiar do Amanhã”. Esse programa era produzido por uma equipe liderada pelo professor J . Herculano Pires, e apresentado semanalmente pela Rádio Mulher (São Paulo), Rádio Cacique (Santos) e Rádio Morada do Sol (Araraquara) . Como o referido programa completasse 1 ano de transmissão, resolveram seus produtores assinalar o acontecimento realizando uma entrevista cem Chico Xavier. Para tanto, deslocaram-se até Uberaba e lá gravaram um bate-papo com o médium e seus mentores espirituais, durante duas horas. Essa entrevista focalizou assuntos atualíssimos, na qual são feitas algumas revelações da maior importância, razão pela qual damos divulgação aqui de parte desse diálogo, continuando a divulgá-lo em nossa próxima edição.

Locutor - O crescimento da população terrena, que hoje assusta tanta gente, pode constituir um desastre ou será controlado pelas leis naturais, sob a supervisão dos espíritos superiores?

Chico - Emmanuel considera que esse assunto está crescendo em sua importância e em sua extensão, em todas as vanguardas de pensamento humano. Todas as grandes metrópoles interessam-se hoje vivamente pelo problema chamado demográfico. Ele deve ser estudado em todas as suas nuances, porque é conhecida a assertiva de que de 33 em 33 anos o número de habitantes da Terra se duplica. Esse problema precisa ser considerado, ser pesquisado de todas as maneiras, a benefício das criaturas humanas no porvir. Isso não deve assustar a ninguém porque se o homem, agindo pacificamente nos próximos 100 anos e aproveitar as energias que estão ainda ignoradas por ele nos oceanos, a Terra comportará, razoavelmente, o número de 40 bilhões de habitantes.

Locutor - Com esse aumento da população e com a evolução industrial, está acontecendo um outro problema, que é um problema ecológico e que está angustiando muito, principalmente as nações mais desenvolvidas. É o problema da poluição. Ele não irá acarretar conseqüências desastrosas?

Chico - Emmanuel está nos dizendo que essa questão é realmente essencial. Mas esse problema está relacionado também com uma espécie de poluição que nós outros – os cristãos principalmente mais de 500 milhões no seio da humanidade – ainda não nos preocupamos com ele. É o problema da poluição das idéias cristãs. Se nós, os cristãos, estivéssemos atentos à preservação dos valores do espírito, segundo nos ensinou Jesus Cristo em sua divina revelação, a poluição da natureza, nas cidades e nos campos, não seria hoje esse flagelo que está tomando vulto no seio das cidades metropolitanas, por exemplo. Se nós nos respeitássemos uns aos outros segundo a lei áurea: “não deseje para o seu vizinho aquilo que você não deseja para você mesmo”, a poluição talvez nem chegasse a existir. Porque todo o mundo industrial, todo o campo da educação, todos os grupos sociais, todos os valores que presidem o progresso humano estariam, quem sabe, condicionados à regra áurea e estaríamos em dimensões de paz.

Herculano Pires - Essa proposição que o Chico acabou de fazer, parece-me que esclarece bem a resposta dada anteriormente. Ele falou que a população da Terra está sob controle de autoridades espirituais superiores, mas que cabe ao homem, também, a colaboração. Parece‑me que a parte do homem está precisamente nisso. Quer dizer, a população vai aumentando, mas o homem precisa ir acomodando essa população aqui na Terra.

Locutor - O mundo espiritual prevê alguma catástrofe geológica nos próximos anos, para a expulsão de contingentes de espíritos retrógrados, do planeta? Como os amigos espirituais acham que se dará a passagem da Terra para um plano melhor?

A falsa mendiga

Zezélia pedia esmolas, havia muitos anos.

Não era tão doente que não pudesse traba­lhar, produzindo algo de útil, mas não se animava a enfrentar qualquer disciplina de serviço.

– Esmola pelo amor de Deus! – clamava o dia inteiro, dirigindo-se aos transeuntes, sen­tada à porta de imundo telheiro.

De quando em quando, pessoas amigas, de­pois de lhe darem um níquel, aconselhavam:

– Zezélia, você não poderia plantar algum milho?

– Não posso... – respondia logo.

– Zezélia, quem sabe poderia você bene­ficiar alguns quilos de café?

– Quem sou eu, meu filho? não tenho forças...

– Não desejaria lavar roupa e ganhar al­gum dinheiro? – indagavam damas bondosas.

– Nem pensar nisto. Não aguento...

– Zezélia, vamos vender flores! – convi­davam algumas jovens que se compadeciam dela.

– Não posso andar, minhas filhas!... – exclamava, suspirando.

– E o bordado, Zezélia? – interrogava a vizinha, prestativa – você tem as mãos livres. A agulha é uma boa companheira. Quem sabe po­derá ajudar-nos? Receberá compensadora remuneração.

– Não tenho os dedos seguros – infor­mava, teimosa – e falta-me suficiente ener­gia... Não posso, minha senhora...

E, assim, Zezélia vivia prostrada, sem ânimo, sem alegria...

APOCALIPSE: palestra de Haroldo Dutra Dias




De forma surpreendente, Haroldo Dutra Dias, considerado uma das maiores autoridades em interpretação do Novo Testamento, convida-nos a uma maravilhosa viagem ao universo das profecias, através das sabuas (shavuas).

O que significa esta palavra? 

Como ela poderá nos auxiliar a desvendar os enigmas apocalípticos? 

Como Haroldo descobriu as sete shabuas e surpreendeu a todos com essas revelações fascinantes?

Envolto nas simbologias da cultura hebraica, o Apocalipse sempre despertou a investigação humana e sempre foi mal compreendido. 

Dos textos do profeta Daniel aos esclarecimentos do Espírito Emmanuel, somos tomados pela atmosfera dos acontecimentos proféticos, que se interligam numa trama de revelações e ensinamentos maravilhosos. 

Você sabia que as profecias existem para não se cumprirem?

Tendo a evolução espiritual como determinismo Divino; o mal como uma opção; a pré-existência do plano espiritual e o sentido orientador e preventivo das profecias; somos convidados a viver o verdadeiro Cristianismo e a acreditar que uma madrugada de esperanças aguarda os corações que se mantiverem conectados a Jesus através de ações concretas no Bem.

O Espiritismo é a chave. Mergulhe nesse universo!

COMO ADORAR A DEUS?


Ao estudar O Livro dos Espíritos, codificado por Kardec, o estudioso encontra, na Parte Terceira, vários capítulos que tratam das Leis Morais, ou subdivisões da lei natural ou divina, sendo a primeira delas a LEI DE ADORAÇÃO. Iniciando o estudo, na questão 649 Kardec formula a seguinte pergunta aos Espíritos:

Em que consiste a adoração?

A resposta dos Espíritos:

Na elevação do pensamento a Deus.

A explicação dada pelos Espíritos torna tudo muito simples para os homens de hoje. Mas nem sempre foi tão fácil assim; os homens demoraram a entender que basta elevar o pensamento para entrar em contato com o Criador, sem necessidade de intermediários, templos magníficos, oferendas, sacrifícios.

Em todas as épocas, todos os povos praticaram, a seu modo, atos de adoração a um Ente Supremo, o que demonstra ser a idéia de Deus inata e universal.

Com efeito, jamais houve quem não reconhecesse intimamente sua fraqueza, e a consequente necessidade de recorrer a alguém todo-poderoso, buscando-lhe o arrimo, o conforto e a proteção nos transes mais difíceis de nossa atribulada existência terrena.

Tempos houve em que cada família, cada tribo, cada cidade e cada raça tinha os seus deuses particulares, em cujo louvor o fogo divino ardia constantemente na lareira ou nos altares dos templos que lhes eram dedicados.

Retribuindo essas homenagens (assim se acreditava), os deuses tudo faziam pelos seus adoradores, chegando até a se postar à frente dos exércitos das comunas ou das nações a que pertenciam, ajudando-as em  guerras defensivas ou de conquista.

Em sua imensa ignorância, os homens sempre imaginaram que, tal qual os chefes tribais ou os reis e imperadores que os dominavam aqui na Terra, também os deuses fossem sensíveis às manifestações do culto exterior, e daí a pompa das cerimônias e dos ritos com que os sagravam.

Imaginavam-nos, por outro lado, ciosos de sua autenticidade ou de sua hegemonia e, vez por outra, adeptos de uma divindade entravam em conflito com os de outra, submetendo-a a provas, sendo então considerada vencedora aquela que conseguisse operar feito mais surpreendente.

Sirva-nos de exemplo o episódio constante do III Livro dos Reis, capítulo 18, v. 22-40.

Ação da Amizade

A amizade é o sentimento de união entre as almas, gerando alegria e bem-estar.


A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Médium: Divaldo Pereira Franco.
Livro: Momentos de Esperança.
Espírito: Joanna de Ângelis.

Vozes do Espírito

Há na mediunidade do Chico uma mensagem extraordinária, que foi ditada e firmada por um pseudônimo: “O Espírito”. Essa mensagem foi transformada agora por Carlos Augusto Abranches em um livro da Federação Espírita Brasileira. Ele interpretou cada frase, escrevendo um capítulo muito bom, que a revista “O Reformador” publicou algumas vezes.

Esta mensagem, tudo indica, é do “Espírito de Verdade”, que ali está com o pseudônimo “O Espírito”...

As pessoas que se encontravam na reunião, quando ele psicografou, perceberam a mudança na psicosfera, no clima da reunião. Ninguém sabia, mas no momento que ele começou a psicografar, diante daquele vozerio (o distúrbio era geral, eram dezenas de pessoas) foi havendo uma transformação, um suave aroma de paz. Quando ele terminou de ler, pela imensa profundidade, todos perceberam que era o Espírito de Verdade e aguardaram que ele o declarasse, mas lá estava: “O Espírito”...

* O texto acima  é uma adaptação das palavras de Divaldo Pereira Franco em uma de suas palestras.


Vozes do Espírito

A Natureza é minha Mãe.
O Universo é meu Caminho.
A Eternidade é meu Reino.
A Imortalidade é minha Vida.
A Mente é meu Lar.
O Coração é meu Templo.
A Verdade é meu Culto.
O Amor é minha Lei.
A Forma em sí é minha Manifestação.
A Consciência é meu Guia.
A Paz é meu Abrigo.
A Experiência é minha Escola.
O Obstáculo é minha Lição.
A Dificuldade é meu Estímulo.
A Alegria é meu Cântico.
A Dor é meu Aviso.
A Luz é minha Realização.
O Trabalho a minha Benção.
O Amigo é meu Companheiro.
O Adversário é meu Instrutor.
O Próximo é meu Irmão.
A Luta é minha Oportunidade.
O Passado a minha Advertência.
O Presente a minha Realidade.
O Futuro a minha Promessa.
O Equilíbrio é minha Atitude.
A Ordem é minha Senha.
A Beleza é meu Ideal.
A Perfeição é o meu Destino.

Espírito: O Espírito
Médium: Francisco Cândido Xavier

Tudo está certo



Nem sempre temos o que queremos,
Embora a Providência Divina nos ofereça o que necessitamos.

Todavia, filhos ingratos que somos,
Insistimos em nossos caprichos, movidos pelo orgulho.

Quando a situação se torna insuportável
Abandonamos a responsabilidade procurando um culpado pelo nosso fracasso.

O comum mesmo é dizer: não temos sorte,
O mundo conspira contra nós.

Tenhamos calma, tudo está certo em nossa vida;
Tenhamos bom senso, perseverança.

Observemos que, após uma situação difícil em nossa vida,
Quando superamos as adversidades, sentimo-nos mais fortes e felizes.

Isso é prova de que a Providência Divina está sempre conosco;
Portanto, saibamos entender as LEIS DIVINAS assumindo nossas responsabilidades.

Sejamos mais resignados, não nos acomodemos em determinada situação,
E assim nos aproximamos do Pai, que, apesar de todas as nossas falhas, 
Sempre nos auxiliará..... 

Calma, confiança, resignação, precisamos ter;
E a luz só se aproximará de nós se acendermos a chama da Fé!

Luiz Mendonça

A VISÃO DE EURÍPEDES



Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento, quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia...

Subia sempre. 

Queria parar, e descer, reavendo o veículo carnal, mas não conseguia. Braços intangíveis tutelavam-lhe a sublime excursão. Respirava outro ambiente. Envergava forma leve, respirando num oceano de ar mais leve ainda... Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que se reconheceu em campina verdejante. Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz. 

Como que magnetizado pelo desconhecido, aproximou-se... 

Houve, porém, um momento, em que estacou, trêmulo. 

Algo lhe dizia no íntimo para que não avançasse mais... 

E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo. 

Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista, e ficou em silêncio, sentindo-se como intruso, incapaz de voltar ou seguir adiante. 

Recordou as lições do Cristianismo, os templos do mundo, as homenagens prestadas ao Senhor, na literatura e nas artes, e a mensagem d'Ele a ecoar entre os homens, no curso de quase vinte séculos... 

Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar...

Paulo, um homem em Cristo.



“Mas pela graça de Deus, sou o que sou.”
(I Coríntios, 15:10.)

Comecemos por Paulo e com Paulo.
Deixemo-lo falar-nos à sensibilidade.
Concedamos largo espaço à emoção.
Mas não nos permitamos desviar pelo prazer que nos propicia a beleza da forma; intuamos, para mais além, a majestade do panorama que se nos descortina e sintamos as potências da vida pulsando num coração verdadeiramente heroico.

“São hebreus? Também eu;
são israelitas? Também eu;
são descendência de Abraão? também eu;
São ministros do Cristo? (falo como insensato), eu ainda mais;
em trabalhos, muito mais;
em prisões, muito mais;
em açoites, infinitamente mais;
em perigo de morte, muitas vezes.
Cinco vezes recebi dos judeus quarenta golpes menos um.
Três vezes fui açoitado em varas;
uma vez fui apedrejado;
três vezes naufraguei;
uma noite e um dia passei perdido em alto mar.
Em viagens sem-número,
exposto aos perigos dos rios,
perigos dos salteadores,
perigos da parte de meus patrícios,
perigos da parte dos gentios,
perigos nas cidades,
perigos nos desertos,
perigos no mar,
perigos da parte de falsos irmãos!
Ainda mais! os trabalhos,
as fadigas,
as numerosas vigílias,
a fome e a sede,
os múltiplos jejuns,
o frio e a nudez!
E sem falar de outras coisas;
Minha preocupação quotidiana,
a solicitude que dedico a todas as comunidades.
Quem fraqueja, sem que eu me sinta fraco?
Quem cai, sem que um fogo me abrase?
Se é preciso gloriar-se, de minha fraqueza é que me gloriarei.
O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que é eternamente bendito,
sabe não falto com a verdade.”*

*II Coríntios, 11:22 a 31. Adaptação livre do texto evangélico.

Fonte: início do primeiro capítulo do livro "Paulo, Um homem em Cristo".
Autor: Ruy Kremer
Editora: FEB

PAULO E ESTEVÃO: uma adaptação poética




"Sem Estevão não teríamos Paulo de Tarso." Emmanuel

Encontramos no youtube uma série de vídeos sobre o livro PAULO E ESTEVÃO, produzidos com base numa adaptação poética de GLADSTON LAGE sob a forma de SONETOS. Os vídeos utilizaram 12 dos 72 sonetos. O fundo musical é da dupla TIM e VANESSA.

Transcrevemos aqui os sonetos e no final colocamos o link do primeiro vídeo, que pode ser visto em nossa página de vídeos e os demais no youtube.

Senhor, o que queres que eu faça?

I
CORDEIROS
Conflagram-se perseguições mas ei-los calmos
Jesiel e Abigail, os irmãos encarcerados
Sob o estigma de maus e celerados
Vislumbrando o plenilúnio ao som dos salmos.
O ignoto do veredicto aumenta a noite
O que planejam os romanos ofendidos a vingar os seus sítios destruídos?
A morte, a escravidão, o exílio, o açoite?
O pai é envelhecido, a mãe que é "morta"
Na memória às Escrituras os exorta.
E lhes inspira vera paz ao coração
São cordeiros sob a forma de crianças
Antevêem o Mestre em Bem-Aventuranças
Enquanto aguardam a sentença, a imolação.