MEDIUNIDADE SINCERA


Médiuns, saibamos servir sempre, sem perguntar, ainda que reconheçamos a imposição do raciocínio e da lógica no desempenho das próprias obrigações.

A mistificação é o mal trazido conscientemente ao trabalho.
Quem situa a existência na seara do Cristo, entregando-lhe o coração, não pode alegar-se embusteiro.
Quem dá de si mesmo em amor puro e devotamento incessante é canal para os reservatórios do Bem Eterno e, entre nós, o doador real do bem, perante a Sabedoria Divina, é o Cristo, nosso Divino Mestre.
Sejam quais forem os implementos da usina, os transformadores que alteram as correntes elétricas ou os fios que conduzem a energia, a luz que verte da tomada humilde é a resposta da Força Maior às solicitações humanas.
Quem serve com sinceridade, portanto, conserva-se indene de toda suspeita no campo da luta, embora os fenômenos sejam motivo de discussões, por vezes proveitosas, daqueles que os procuram.
Diante dos corações que choram, das mães padecentes, dos enfermos necessitados, dos tristes que desesperam, das crianças em abandono e dos pobres espíritos revoltados que jazem nas trevas, apresentando o impositivo da ação constante em favor dos que reclamam apoio e carinho, proteção e socorro, de permeio com os irmãos ainda jugulados pela influência da ignorância e da obsessão, o médium, realmente, não pode congelar as oportunidades da instrução e do alívio, da ajuda moral e da assistência fraterna, em nome da dúvida que nada constrói, sob pena de fazer-se descaridoso e infiel a si mesmo.
Trabalhemos.
Mediunidade é o instrumento. Tenhamo-lo tão limpo e tão exato quanto possível, para que os administradores do bem nos utilizem nas boas obras – nas boas obras que são, em verdade, a única maneira de traduzir a fé viva que abraçamos no levantamento do mundo melhor.
Batuíra
Fonte: livro Mais Luz, psicografia de Chico Xavier

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